Polêmica: Escolas de Samba anunciam que estão fora do Carnaval de passarela

CULTURA
06/01/2018

A informação de que as escolas de samba de São Luís não desfilarão na passarela do samba, no Carnaval 2018, foi motivo de polêmica. É que dirigentes de 10 agremiações decidiram não participar do desfile oficial porque, segundo eles, houve demora no repasse do pagamento das brincadeiras e que o valor seria muito baixo.  

Na entrevista ao programa Canta Maranhão, na tarde desta sexta-feira, 5, o presidente da Favela do Samba, João Moraes, disse que foi uma decisão "coletiva" e que hoje as escolas não tem condições financeiras e humanas de produzir o nosso Carnaval. Moraes garantiu que nem que a verba fosse paga haveria condições das agremiações ficarem prontas. "Todas as escolas que tomaram sua posição sabem o que estão fazendo", afirmou categórico.

"Não vamos acabar com nossa festa"

O diretor da escola Flor do Samba. André Campos, afirmou que não aprova a decisão das escolas. “Não vejo motivo para boicotar o Carnaval do Maranhão. Não entrem nessas companheiros. Vocês vão se desmoralizar junto com esse rapaz”, afirmou. André Campos chamou de “motim” o que as escolas estão encabeçando. Ele disse que a Flor do Samba tem as mesmas dificuldades que as demais co-irmãs, mas estão correndo atrás dos recursos para fazer o Carnaval. “Eu faço um apelo aqui: não vamos acabar com nossa festa", pediu. 

Os radialistas Juarez Sousa, Joel Jacintho e Sergio Viana questionaram a decisão das agremiações e o clima esquentou. "Uma escola de samba que só se produz pra passarela não tem que pegar caché do Estado. Vocês estão decretando o final do Carnaval de passarela. Pega uma pá de coveiro e termina de enterrar", ironizou o jornalista Joel Jacintho para o presidente da Favela.

Para Juarez Sousa, o governo deveria cancelar a participação das baterias das escolas no Carnaval de Rua já que as escolas não vão participar do desfile. Ele ainda acrescentou: “O poder público (Governo e Município) tem obrigação de ser parceiro das escolas. Ele não tem obrigação de bancar as escolas. Ele é um parceiro com complemento”.  

Nota da editora – Após ouvir a participação do presidente da Favela, a única coisa que lamento é ver um representante de uma agremiação, e de uma comunidade, perder a compostura quando questionado pela imprensa. Jornalistas e radialistas merecem ter suas perguntas respondidas de forma educada, objetiva e direta e não ter que aguentar a falta de educação de um entrevistado. A atitude só mostra que a Favela merece um presidente mais bem preparado para lidar com criticas e opinião pública.

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