Bolsonaro veta fundo de 5,7 bilhões e pede impeachment de Alexandre de Moraes

BRASIL
20/08/2021

O presidente Jair Bolsonaro movimentou esta sexta-feira (20). Primeiro ele vetou o aumento do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$5,7 bilhões. O aumento era quase o triplo recebido pelos partidos em 2018. O Congresso Nacional pode derrubar o veto ou negociá-lo com o presidente.

Já no final da tarde um assessor do Palácio do Planalto protocolou no Senado Federal um pedido de impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes. No documento, Bolsonaro pede a destituição do cargo de ministro do Supremo. O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, tentou demovê-lo da ideia, mas não obteve sucesso.

O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu uma nota onde “repudia” o ato de oferecer denúncia a de um dos seus integrantes. "O Estado Democrático de Direito não tolera que um magistrado seja acusado por suas decisões, uma vez que devem ser questionadas nas vias recursais próprias, obedecido o devido processo legal", diz.

Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em evento em São Paulo, disse para jornalistas que que não antevê fundamentos técnicos, jurídicos e políticos para impeachment nem do presidente da República, nem do Ministro do STF.  “O impeachment é algo grave, algo excepcional, de exceção, e que não pode ser banalizado. Mas cumprirei o meu dever de, no momento certo, fazer as decisões que cabem ao presidente do Senado", disse Pacheco.

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